Bancas Examinadoras em 2026: Cebraspe ou FGV?
13/02/2026 11h34 – Atualizado há 13 horas

As bancas examinadoras são responsáveis por elaborar e aplicar provas de concursos públicos em todo o Brasil. Em 2026, duas das mais influentes continuam sendo o Cebraspe e a Fundação Getulio Vargas (FGV), cada uma com um estilo próprio de avaliação que impacta diretamente o desempenho dos candidatos.
Entender as diferenças entre essas bancas é essencial para quem estuda para concursos. O formato das questões, o nível de interpretação exigido e até a forma de pontuação variam bastante. Por isso, adaptar a estratégia de estudo ao perfil da banca pode ser decisivo para a aprovação.
Como funciona o estilo Cebraspe (Certo ou Errado)
O Cebraspe é conhecido pelo tradicional modelo de questões de “certo” ou “errado”, também chamado de “julgue o item”. Nesse formato, cada afirmação deve ser analisada com atenção para que o candidato identifique se ela está correta ou incorreta de acordo com o conteúdo cobrado.
Uma das características mais marcantes do Cebraspe é o sistema de pontuação que penaliza erros. Em muitos concursos, uma resposta errada anula uma resposta certa. Isso exige estratégia e cautela, pois o candidato precisa saber quando vale a pena arriscar e quando é melhor deixar a questão em branco.
O nível de interpretação nas provas do Cebraspe
As provas do Cebraspe costumam exigir leitura atenta e interpretação profunda. As questões frequentemente apresentam pegadinhas semânticas, mudanças sutis de sentido e afirmações parcialmente corretas, o que pode confundir candidatos menos preparados.
Esse estilo valoriza o domínio conceitual e a precisão. Muitas vezes, não basta conhecer o conteúdo de forma superficial. É necessário compreender detalhes, exceções e aplicações práticas, especialmente em disciplinas como língua portuguesa e direito.
O estilo da FGV e suas questões objetivas
A Fundação Getulio Vargas (FGV) adota majoritariamente o modelo de múltipla escolha, com alternativas que exigem análise detalhada. Diferentemente do Cebraspe, o candidato deve selecionar apenas uma resposta correta entre várias opções, geralmente bem elaboradas.
As questões da FGV são conhecidas pelo alto nível de complexidade. As alternativas costumam ser longas, com textos densos e interpretações refinadas. Em língua portuguesa, por exemplo, a banca explora nuances gramaticais, semânticas e estilísticas com bastante profundidade.
Interpretação e raciocínio no estilo FGV
A FGV valoriza a capacidade de interpretação e o raciocínio crítico. Muitas questões apresentam textos extensos e pedem análise de ideias implícitas, figuras de linguagem e relações de sentido. Isso exige leitura cuidadosa e atenção aos detalhes.
Além disso, a banca costuma evitar perguntas puramente decorativas. Em vez de cobrar apenas regras gramaticais ou conceitos teóricos, a FGV prefere contextualizar as questões, exigindo que o candidato aplique o conhecimento em situações práticas.
Principais diferenças entre Cebraspe e FGV
A principal diferença entre as duas bancas está no formato das questões e na estratégia de resolução. No Cebraspe, o candidato precisa lidar com o risco de perder pontos ao errar, o que exige segurança nas respostas. Já na FGV, não há penalização por erro, mas o nível de dificuldade das alternativas é elevado.
Outra distinção importante é o estilo de cobrança. O Cebraspe tende a ser mais direto, porém repleto de pegadinhas conceituais. A FGV, por sua vez, apresenta enunciados e alternativas mais longos, que demandam interpretação detalhada e raciocínio analítico.
Como se preparar para cada banca em 2026
Para o Cebraspe, a melhor estratégia é treinar a leitura minuciosa e resolver muitas questões anteriores. Isso ajuda a entender o padrão das afirmações e a desenvolver segurança para evitar erros que possam anular acertos.
Já para a FGV, é fundamental praticar interpretação de texto e revisar conteúdos de forma aprofundada. Resolver provas anteriores da banca permite identificar o nível de exigência e se familiarizar com o estilo das alternativas. Em ambos os casos, adaptar o estudo ao perfil da banca aumenta significativamente as chances de sucesso.
Por que conhecer o perfil da banca faz diferença
Muitos candidatos dominam o conteúdo, mas não se atentam ao estilo da banca examinadora. Essa falta de estratégia pode comprometer o desempenho, especialmente em provas com alto nível de concorrência. Conhecer o perfil da instituição organizadora permite estudar com foco e eficiência.
Em 2026, com concursos cada vez mais disputados, entender as diferenças entre Cebraspe e FGV deixou de ser apenas um detalhe e se tornou parte essencial da preparação. Saber como cada banca cobra o conteúdo pode ser o diferencial entre a classificação e a reprovação.