Guia de Geopolítica: como a nova Base Curricular de História impacta no ENEM 2026

Por Redação
17/01/2026 11h28 – Atualizado há 3 dias

A nova Base Curricular de História, alinhada à BNCC, vem redefinindo a forma como conteúdos históricos são abordados nas avaliações nacionais. No ENEM 2026, essa mudança afeta diretamente o modo como o tema Brasil Colônia é cobrado, priorizando análises críticas, conexões geopolíticas e a compreensão de processos históricos de longa duração, em vez da simples memorização de datas e fatos isolados.

Nesse novo contexto, o Brasil Colônia deixa de ser tratado apenas como um período cronológico e passa a ser entendido como parte de uma dinâmica global, marcada por disputas territoriais, interesses econômicos europeus e relações de poder que moldaram a formação do Estado brasileiro.

O Brasil Colônia sob uma perspectiva geopolítica

A Base Curricular atual propõe que o estudo do Brasil Colônia seja inserido em um cenário atlântico e mundial. Isso significa que o ENEM tende a explorar questões que relacionem a colonização portuguesa aos interesses geopolíticos da Europa Moderna, como a expansão marítima, o mercantilismo e a disputa entre impérios coloniais.

O candidato precisa compreender o Brasil como parte estratégica do sistema colonial, analisando seu papel econômico, político e social dentro das relações internacionais da época.

Menos decoreba, mais interpretação histórica

Uma das principais mudanças está na forma de cobrança. O ENEM 2026 deve priorizar:

  • Interpretação de textos históricos e mapas
  • Análise de documentos, imagens e gráficos
  • Relação entre passado colonial e problemas estruturais do Brasil atual

Temas como exploração econômica, concentração fundiária, escravidão e administração colonial aparecem conectados a debates contemporâneos, como desigualdade social e dependência econômica.

Povos indígenas e africanos ganham centralidade

A nova Base Curricular reforça a necessidade de valorizar sujeitos historicamente marginalizados. No conteúdo de Brasil Colônia, isso se reflete em uma abordagem mais aprofundada sobre:

  • Resistência indígena à colonização
  • Papel dos povos africanos na formação social e cultural do Brasil
  • Violência estrutural do sistema escravista

Esses temas tendem a ser cobrados de forma contextualizada, exigindo leitura crítica e compreensão das relações de poder.

Relação entre Brasil Colônia e formação do território

Outro ponto relevante é a análise da ocupação e expansão territorial, considerando tratados, conflitos e estratégias políticas adotadas por Portugal. O ENEM pode explorar como essas decisões coloniais influenciam fronteiras, identidade nacional e disputas regionais até hoje.

A compreensão do espaço geográfico como resultado de processos históricos é um eixo central dessa nova abordagem.

O que muda na preparação para o ENEM 2026?

Para acompanhar esse novo padrão, o estudante deve:

  • Estudar Brasil Colônia de forma integrada à História Geral
  • Praticar leitura e interpretação de fontes históricas
  • Relacionar o período colonial a temas atuais

Mais do que saber “o que aconteceu”, o foco está em por que aconteceu e quais foram suas consequências.

Por que essa mudança é importante?

Ao reformular o modo de cobrar Brasil Colônia, o ENEM 2026 busca avaliar a capacidade do aluno de pensar historicamente, entender o Brasil dentro de um sistema global e refletir sobre heranças coloniais que ainda impactam a sociedade.

Essa abordagem dialoga diretamente com as competências exigidas no exame, especialmente a análise crítica da realidade social e histórica.