O foco em Gramática Normativa no ENEM 2026
15/01/2026 11h20 – Atualizado há 1 dia

A Gramática Normativa segue como um dos pilares da avaliação linguística no ENEM, especialmente nas questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Embora o exame priorize a interpretação de textos e o uso funcional da língua, regras de concordância e regência continuam sendo cobradas de forma contextualizada, exigindo do candidato domínio prático da norma-padrão.
No ENEM 2026, a tendência é que essas regras apareçam integradas a textos jornalísticos, publicitários, literários e acadêmicos, avaliando não a memorização isolada, mas a capacidade de reconhecer usos adequados e inadequados da língua portuguesa.
Regras de concordância que podem ser priorizadas
A concordância verbal e nominal costuma ser explorada em situações que geram dúvida no uso cotidiano. Entre os pontos com maior probabilidade de cobrança estão:
- Concordância com sujeito posposto, especialmente em construções longas ou com termos intercalados.
- Sujeitos compostos, analisando quando o verbo pode ficar no singular ou no plural.
- Nomes coletivos, como “maioria”, “parte” e “grupo”, que admitem dupla concordância conforme o sentido.
- Expressões partitivas, em que a concordância pode variar de acordo com o núcleo do sujeito.
- Concordância ideológica (silepse), quando o verbo concorda com a ideia e não com a forma gramatical.
Esses tópicos costumam ser cobrados por meio da identificação de alternativas corretas ou da análise do efeito de sentido provocado pela concordância escolhida.
Regência verbal e nominal no ENEM 2026
A regência é outro ponto central da gramática normativa e aparece com frequência em questões que exigem atenção às preposições exigidas por verbos e nomes. No ENEM 2026, é esperado foco em:
- Verbos de uso frequente, como “assistir”, “obedecer”, “preferir”, “aspirar” e “visar”.
- Mudança de sentido conforme a regência, avaliando se o candidato reconhece o valor semântico da construção.
- Regência nominal, especialmente com substantivos e adjetivos abstratos, como “amor”, “respeito” e “aversão”.
- Construções formais, comuns em textos institucionais e argumentativos.
A banca costuma explorar erros recorrentes da oralidade, confrontando-os com o uso exigido pela norma-padrão.
A relação entre gramática normativa e interpretação de texto
É importante destacar que o ENEM não cobra gramática de forma isolada. As regras de concordância e regência aparecem sempre associadas à compreensão do texto, ao efeito de sentido e à adequação ao contexto comunicativo.
Isso significa que o candidato precisa entender não apenas qual é a forma correta, mas por que determinada construção é mais adequada em um contexto específico, especialmente em textos formais ou argumentativos.
Por que revisar concordância e regência é estratégico?
O domínio dessas regras contribui diretamente para um melhor desempenho tanto nas questões objetivas quanto na Redação do ENEM, já que desvios frequentes de concordância e regência podem comprometer a clareza e a formalidade do texto.
Além disso, compreender a gramática normativa ajuda o estudante a reconhecer variações linguísticas sem confundi-las com erros, uma habilidade valorizada pelo modelo de avaliação do exame.