A mudança no significado do sobrenome após o casamento
31/01/2026 13h44 – Atualizado há 1 mês

Durante séculos, o casamento esteve ligado à ideia de que a mulher deveria abandonar o sobrenome de solteira.
Essa prática simbolizava pertencimento, herança e continuidade familiar sob a linhagem masculina.
O surgimento da “revolução do hífen”
Nas últimas décadas, o uso do hífen ou a manutenção do sobrenome de origem passou a representar autonomia.
Mais do que uma escolha estética, tornou-se um gesto consciente de identidade e posicionamento social.
Por que manter o sobrenome de solteira ganhou força
Muitas mulheres constroem carreira, reputação e reconhecimento público antes do casamento.
Abrir mão do sobrenome pode significar perder parte dessa identidade já consolidada.
Quando o marido adota o sobrenome da esposa
O movimento inverso também cresceu, especialmente em contextos urbanos e acadêmicos.
Homens que adotam o sobrenome da esposa reforçam valores de igualdade e parceria simbólica.
O hífen como sinal de status cultural
Em certos círculos sociais, o sobrenome duplo passou a comunicar sofisticação e consciência histórica.
Ele sugere continuidade familiar sem submissão, tradição sem apagamento individual.
Aspectos legais no Brasil
A legislação brasileira permite diferentes combinações de sobrenomes após o casamento.
Isso abriu espaço para escolhas mais livres e alinhadas à identidade de cada casal.
Sobrenomes e identidade no século XXI
Hoje, o nome completo deixou de ser apenas um dado burocrático.
Ele se tornou uma extensão da história pessoal, das conquistas e dos valores de quem o carrega.
Uma escolha que vai além da moda
A chamada revolução do hífen não é passageira.
Ela reflete transformações profundas na forma como sociedade, gênero e identidade se relacionam.