O impacto na autoestima de ter que corrigir todos que leem seu nome errado
25/01/2026 13h45 – Atualizado há 1 mês

Ter um nome fora do padrão mais comum pode parecer, à primeira vista, um diferencial positivo. No entanto, para muitas pessoas, isso vem acompanhado de uma experiência repetitiva e cansativa: corrigir a pronúncia a todo momento.
Essa situação, muitas vezes banalizada, pode gerar desconforto social e impactar diretamente a forma como o indivíduo se apresenta e se percebe.
O esforço invisível da correção constante
Corrigir a pronúncia do próprio nome exige energia emocional. A pessoa precisa decidir, a cada interação, se vale a pena corrigir ou simplesmente aceitar o erro.
Com o tempo, esse esforço contínuo pode provocar frustração, constrangimento e até a sensação de que o próprio nome é um problema a ser administrado.
Nome, identidade e autoestima
O nome é um dos primeiros elementos de identidade reconhecidos socialmente. Quando ele é constantemente pronunciado de forma errada, pode surgir um sentimento de invisibilidade ou desvalorização.
Em especial durante a infância e adolescência, esse tipo de experiência pode afetar a autoestima e a segurança em ambientes sociais e profissionais.
Adaptação, silêncio e apelidos forçados
Muitas pessoas acabam adotando versões simplificadas do próprio nome, apelidos ou até aceitando pronúncias incorretas para evitar constrangimentos.
Embora essa adaptação facilite interações, ela também pode gerar um distanciamento da identidade original, criando uma sensação de renúncia simbólica.
O impacto cultural da pronúncia correta
Nomes de origem estrangeira, indígena ou regional costumam sofrer mais com erros de pronúncia, especialmente em contextos onde a diversidade onomástica não é valorizada.
Respeitar a pronúncia correta de um nome é reconhecer a história, a cultura e a individualidade de quem o carrega.
Caminhos para ressignificar o próprio nome
Com o tempo, muitas pessoas passam a enxergar a correção como um ato de afirmação, e não de constrangimento. Ensinar a pronúncia correta pode se tornar uma forma de ocupar espaço e validar a própria identidade.
Esse processo de ressignificação ajuda a transformar a chamada “maldição da pronúncia correta” em um exercício de autoestima e pertencimento.