O mito de “Xerox” e “Fotocópia”: cartórios brasileiros registraram esses nomes?
26/02/2026 14h35 – Atualizado há 11 horas

Histórias sobre pessoas chamadas “Xerox” ou “Fotocópia” circulam há décadas no Brasil. Esses relatos costumam aparecer em listas de nomes curiosos registrados em cartório e alimentam a ideia de que, no passado, valia praticamente qualquer escolha.
Mas será que esses nomes realmente foram registrados ou tudo não passa de lenda urbana? A resposta envolve legislação, cultura popular e mudanças nas regras de registro civil.
A origem da história sobre nomes inusitados
Durante boa parte do século XX, o Brasil não possuía regras tão claras e rígidas sobre nomes considerados vexatórios. Isso abriu espaço para registros criativos — e, em alguns casos, exagerados.
A marca “Xerox”, que se tornou sinônimo de fotocópia, ganhou enorme popularidade nas décadas de 1970 e 1980. A força da marca fez com que o termo fosse incorporado ao vocabulário cotidiano.
A partir daí, surgiram relatos de crianças supostamente registradas com nomes inspirados diretamente em produtos ou termos comerciais.
A legislação brasileira permite nomes como Xerox?
A Lei de Registros Públicos determina que o oficial do cartório pode recusar prenomes que exponham a pessoa ao ridículo.
Ou seja, se um nome for considerado potencialmente constrangedor, o registrador pode negar o pedido ou submetê-lo à análise judicial.
Isso significa que nomes como “Xerox” ou “Fotocópia” dificilmente seriam aceitos hoje, justamente por sua associação direta com marcas ou objetos do cotidiano.
Então esses registros existiram de verdade?
Não há registros oficiais amplamente comprovados de pessoas chamadas literalmente “Xerox” ou “Fotocópia” como prenome no Brasil.
Muitas dessas histórias são reproduzidas sem fonte documental, o que indica forte possibilidade de lenda urbana ou exagero popular.
É importante lembrar que, no passado, alguns nomes realmente incomuns foram registrados. No entanto, casos extremos costumam ganhar proporções maiores na memória coletiva do que na realidade.
Por que essas lendas fazem tanto sucesso?
Nomes curiosos despertam humor e surpresa. Eles também reforçam a ideia de que houve um período em que “tudo era permitido” nos cartórios brasileiros.
A viralização dessas histórias se intensificou com programas de televisão, jornais populares e, mais recentemente, redes sociais.
O mito de “Xerox” e “Fotocópia” acabou se tornando parte do imaginário popular sobre nomes excêntricos no Brasil.
Como funciona o registro de nomes hoje?
Atualmente, os cartórios seguem regras mais claras e possuem maior rigor na análise de prenomes.
Se o oficial entender que o nome pode gerar constrangimento futuro, ele pode recusar o registro. Em caso de discordância, os pais podem recorrer à Justiça.
Além disso, com as mudanças recentes na legislação, também ficou mais simples alterar o nome após atingir a maioridade, o que oferece maior autonomia às pessoas.
Mito ou realidade?
Embora o Brasil já tenha registrado nomes bastante incomuns, não há comprovação ampla e oficial de que “Xerox” ou “Fotocópia” tenham sido aceitos como prenomes regulares.
Tudo indica que esses casos fazem parte de um conjunto de histórias que misturam fatos isolados, exageros e humor popular.
O tema continua despertando curiosidade porque revela como os nomes refletem cultura, moda e contexto histórico.
Meta descrição: Xerox e Fotocópia já foram registrados no Brasil? Entenda se esses nomes são reais ou lenda urbana.