Por que psicólogos recomendam evitar nomes que rimam ou combinam para gêmeos?

Por Redação
07/02/2026 13h33 – Atualizado há 3 dias

A chegada de gêmeos costuma vir acompanhada de decisões simbólicas, e a escolha dos nomes é uma das mais delicadas. Muitos pais optam por nomes que rimam ou combinam demais, buscando reforçar o vínculo especial entre os irmãos.

No entanto, psicólogos e especialistas em desenvolvimento infantil alertam que essa prática pode gerar efeitos indesejados ao longo da vida, especialmente quando os gêmeos são idênticos.

Por que nomes que rimam parecem uma boa ideia

Nomes como Ana e Jana, Lucas e Luccas ou Mateus e Matheus passam uma sensação de harmonia e unidade. Para os pais, eles representam igualdade, equilíbrio e conexão emocional.

Culturalmente, essa escolha também reforça a ideia de “dupla inseparável”, algo muito presente no imaginário popular sobre gêmeos, principalmente na infância.

O impacto psicológico da semelhança excessiva

Segundo a psicologia, nomes muito parecidos podem dificultar o processo de construção da identidade individual. Desde cedo, a criança pode sentir que é vista como parte de um conjunto, e não como alguém único.

Isso tende a se intensificar quando os gêmeos compartilham aparência física semelhante, escola, roupas e rotinas, criando uma fusão simbólica difícil de quebrar.

Confusão externa e perda de individualidade

Outro ponto crítico é a forma como a sociedade reage. Professores, familiares e colegas tendem a confundir nomes parecidos, trocando-os com frequência, o que pode gerar frustração e sensação de invisibilidade.

Com o tempo, alguns gêmeos relatam dificuldade em afirmar preferências próprias, justamente por crescerem associados a um “nome duplo” quase inseparável.

O que psicólogos recomendam aos pais

A principal orientação é escolher nomes distintos em som, escrita e ritmo, mesmo que compartilhem a mesma origem cultural ou estilo. Isso ajuda cada criança a se reconhecer como indivíduo desde cedo.

Nomes diferentes não diminuem o vínculo entre os irmãos, mas fortalecem a autonomia emocional e facilitam o desenvolvimento da autoestima.

Equilíbrio entre conexão e identidade

Ter gêmeos não significa que tudo precisa ser duplicado. Pelo contrário, respeitar as diferenças desde o nome é uma forma saudável de preparar cada filho para o mundo.

O nome é um dos primeiros elementos de identidade de uma pessoa, e garantir que ele seja único pode fazer toda a diferença ao longo da vida.