Assíndeto e Polissíndeto: O que são e como funcionam

Por Redação
29/08/2025 12h46 – Atualizado há 19 horas

A língua portuguesa é repleta de figuras de linguagem que tornam a comunicação mais expressiva e envolvente. Entre elas, o assíndeto e o polissíndeto se destacam por lidar diretamente com o uso — ou a ausência — das conjunções. Esses dois recursos são muito utilizados tanto na literatura quanto na fala cotidiana para transmitir diferentes efeitos de sentido.

Enquanto o assíndeto acelera o ritmo ao omitir conjunções, o polissíndeto faz o contrário, repetindo conjunções para criar ênfase e intensificar a mensagem. Ambos transformam a forma como um texto é lido ou ouvido, mostrando a força dos conectores na construção do discurso.

O que é Assíndeto?

O assíndeto é a figura de linguagem em que as conjunções são omitidas, deixando apenas vírgulas ou pausas para separar as ideias. Esse recurso dá agilidade e objetividade ao enunciado, transmitindo a sensação de rapidez ou de encadeamento natural dos acontecimentos.

Exemplo: Corri, caí, levantei, continuei.
A ausência de conjunções torna a frase mais dinâmica e direta, como se os fatos ocorressem em sequência acelerada.

O que é Polissíndeto?

O polissíndeto ocorre quando há a repetição de conjunções para unir termos ou orações, geralmente a conjunção “e”, mas também outras como “ou” e “nem”. Esse uso prolonga o ritmo e dá intensidade à frase, criando efeito de insistência ou dramaticidade.

Exemplo: E riu, e cantou, e dançou, e sonhou.
Aqui, a repetição da conjunção acrescenta cadência e reforça a continuidade das ações.

Diferenças entre Assíndeto e Polissíndeto

A principal diferença está na forma de conectar as ideias:

  • Assíndeto → omite conjunções, acelerando e encurtando o ritmo.
  • Polissíndeto → repete conjunções, alongando e reforçando a intensidade.

Ambos produzem efeitos distintos, mas igualmente poderosos, ao modificar a cadência do discurso e a maneira como o leitor ou ouvinte percebe a mensagem.

Conclusão

O assíndeto e o polissíndeto são recursos que mostram como pequenos elementos, como as conjunções, podem transformar profundamente o ritmo e a expressividade de um texto. O primeiro, pela omissão, transmite rapidez e objetividade; o segundo, pela repetição, gera ênfase e intensidade. Estudar essas figuras de linguagem é compreender melhor como a língua portuguesa oferece múltiplas possibilidades de construção e estilo.