Girl Math e Boy Math: o que significam essas expressões virais?
07/02/2026 09h22 – Atualizado há 3 dias

“Girl Math” e “Boy Math” são expressões que surgiram nas redes sociais para descrever formas criativas, bem-humoradas e pouco racionais de justificar gastos, decisões financeiras ou escolhas do dia a dia. Apesar do nome fazer referência a gêneros, os termos não são regras reais de economia, mas sim memes linguísticos que ironizam comportamentos comuns.
A popularização dessas expressões aconteceu principalmente em vídeos curtos, nos quais pessoas explicam, com uma lógica aparentemente convincente, por que uma compra cara “na verdade saiu de graça” ou por que uma decisão financeira claramente ruim faz sentido dentro daquele raciocínio específico.
O que é “Girl Math” e como funciona essa lógica?
“Girl Math” é usada para descrever uma lógica econômica subjetiva, na qual o valor real do dinheiro é reinterpretado de forma criativa. Um exemplo clássico é dividir o preço de uma compra pelo número de vezes que ela será usada, transformando um gasto alto em um “custo baixo por uso”.
Outro recurso comum do “Girl Math” é desconsiderar dinheiro que já saiu da conta, como créditos, cupons ou valores recebidos anteriormente. Nesse raciocínio, se o dinheiro não está mais visível, ele deixa de existir, o que torna a nova compra emocionalmente aceitável.
O que é “Boy Math” e qual é a diferença?
Já o “Boy Math” costuma aparecer associado a justificativas para gastos com tecnologia, jogos, carros ou hobbies caros. A lógica segue o mesmo princípio do “Girl Math”, mas com foco em amortizar o valor ao longo do tempo ou compará-lo com outros gastos considerados “piores”.
Nesse tipo de raciocínio, um produto caro pode ser visto como barato se durar muitos anos, se substituir outros itens ou se for comparado a despesas recorrentes menores. O humor está justamente na tentativa de transformar um gasto impulsivo em uma decisão “estrategicamente inteligente”.
Humor, estereótipos e exagero
Apesar dos nomes, “Girl Math” e “Boy Math” não descrevem comportamentos exclusivos de mulheres ou homens. As expressões funcionam como caricaturas, explorando estereótipos de forma exagerada para gerar identificação e humor.
O sucesso desses termos mostra como a língua se adapta rapidamente ao ambiente digital, criando rótulos simples para explicar comportamentos complexos. O uso irônico é parte essencial do significado, e a graça está justamente em saber que aquela conta não faria sentido em um planejamento financeiro real.
Quando a brincadeira pode se tornar perigosa
Embora sejam usadas de forma divertida, essas expressões também levantam discussões sobre consumo impulsivo e educação financeira. Ao normalizar justificativas frágeis para gastos, o “Girl Math” e o “Boy Math” podem reforçar hábitos pouco saudáveis se forem levados a sério.
Por isso, muitas pessoas passaram a usar os termos de forma crítica, reconhecendo o meme, mas refletindo sobre como essas racionalizações aparecem na vida real. A expressão vira, então, uma forma de rir de si mesmo e perceber padrões de comportamento.
A força das expressões virais na língua portuguesa
“Girl Math” e “Boy Math” são exemplos claros de como o português incorpora termos estrangeiros ligados à cultura digital. Mesmo em inglês, as expressões já fazem parte do vocabulário informal de quem consome conteúdo online em português.
Esses termos mostram como a língua acompanha tendências sociais e comportamentais, criando atalhos linguísticos para explicar ideias complexas de maneira rápida, divertida e facilmente compartilhável.