“Impresso” ou “Imprimido”: Qual é o correto?
08/02/2026 10h14 – Atualizado há 4 dias

A dúvida entre “impresso” e “imprimido” é uma das mais comuns da língua portuguesa e envolve o verbo imprimir, que pertence ao grupo dos chamados verbos abundantes. Esses verbos apresentam mais de uma forma de particípio, e cada uma delas tem um uso específico na frase.
Tanto “impresso” quanto “imprimido” existem e estão corretos, mas não são intercambiáveis em qualquer contexto. A escolha depende diretamente do verbo auxiliar que acompanha o particípio.
O que são verbos abundantes?
Verbos abundantes são aqueles que possuem dois particípios: um regular e outro irregular. No caso de “imprimir”, o particípio regular é “imprimido”, enquanto o irregular é “impresso”.
Essa duplicidade não é exclusiva desse verbo. Outros exemplos conhecidos são “aceitado/aceito”, “entregado/entregue” e “pagado/pago”, todos seguindo uma lógica muito semelhante.
Quando usar “imprimido”?
A forma “imprimido” deve ser usada quando o verbo auxiliar é ter ou haver. Nesses casos, a gramática normativa recomenda o uso do particípio regular.
Frases como “tinha imprimido o documento” ou “havia imprimido o relatório” seguem exatamente essa regra. Apesar de “tinha impresso” ser comum na fala, ela não é a forma considerada padrão pela norma culta.
Quando usar “impresso”?
Já “impresso” é a forma correta quando o verbo auxiliar é ser ou estar, formando a voz passiva ou construções descritivas. Nesses casos, o particípio irregular é o mais adequado.
Exemplos como “o documento foi impresso” ou “o material está impresso” estão plenamente corretos e seguem a regra tradicional da língua portuguesa.
“Tinha imprimido” ou “foi impresso”?
A diferença entre essas construções está justamente no verbo auxiliar. Em “tinha imprimido”, o foco está na ação realizada anteriormente, com o auxílio do verbo “ter”. Em “foi impresso”, a frase está na voz passiva, destacando o resultado da ação.
Ambas as formas são corretas, desde que usadas no contexto gramatical adequado. O erro ocorre quando se misturam os auxiliares com o particípio inadequado.
Por que “tinha impresso” soa tão comum?
Na linguagem falada, o particípio irregular costuma ganhar espaço por ser mais curto e mais frequente no uso cotidiano. Isso faz com que expressões como “tinha impresso” sejam amplamente compreendidas, embora não sigam rigorosamente a norma padrão.
Em contextos informais, esse uso raramente causa estranhamento. No entanto, em provas, concursos, textos formais e redações, a distinção correta é essencial.
A regra vale para outros verbos?
Sim. A lógica aplicada a “impresso” e “imprimido” vale para outros verbos abundantes. Com “ter” e “haver”, usa-se o particípio regular; com “ser” e “estar”, o irregular.
Dominar essa regra ajuda a evitar erros frequentes e demonstra maior domínio da gramática normativa, especialmente em situações formais.
O que priorizar: norma ou uso?
Do ponto de vista linguístico, a norma culta ainda orienta o uso diferenciado das formas. Já o uso popular tende a simplificar as escolhas, privilegiando o particípio irregular em quase todas as situações.
Saber a regra permite escolher conscientemente a forma mais adequada ao contexto, equilibrando correção gramatical e naturalidade na comunicação.