O que é Gatekeeping? O que significa esse termo tão comum na internet?

Por Redação
04/02/2026 09h24 – Atualizado há 1 dia

“Gatekeeping” é um termo em inglês que pode ser traduzido literalmente como “controle de portão”. Na prática, ele descreve o comportamento de quem detém uma informação, referência ou conhecimento e decide não compartilhá-lo, mesmo quando questionado diretamente.

Nas redes sociais, o termo ganhou força para definir situações em que alguém se recusa a revelar a fonte de uma roupa, música, restaurante, filme ou qualquer outro conteúdo que despertou interesse coletivo.

Com a popularização do conceito, “gatekeeping” passou a ser usado não apenas como descrição de um ato, mas também como crítica social, associada a atitudes vistas como egoístas, elitistas ou desnecessariamente exclusivas.

A origem do termo “gatekeeping”

A palavra “gatekeeping” surgiu originalmente em áreas como a sociologia e a comunicação. Ela era usada para explicar como determinados indivíduos ou instituições funcionam como “filtros”, decidindo quais informações chegam ao público e quais ficam restritas.

Com o tempo, o termo migrou para a cultura digital e ganhou um sentido mais cotidiano. Hoje, ele está fortemente ligado ao comportamento individual, especialmente em ambientes online, onde compartilhar informações é visto como parte essencial da dinâmica social.

O “esconder o jogo” nas redes sociais

No contexto atual, o gatekeeping aparece com frequência quando alguém posta uma foto, um vídeo ou uma recomendação e, ao ser questionado sobre a origem daquele conteúdo, responde de forma evasiva ou simplesmente ignora a pergunta.

Frases como “depois eu falo”, “é segredo” ou “achei por aí” se tornaram símbolos desse comportamento. Para muitos usuários, isso gera frustração, já que a lógica das redes é justamente a troca de referências, descobertas e experiências.

Por que as pessoas praticam gatekeeping?

As motivações por trás do gatekeeping variam bastante. Em alguns casos, a pessoa quer manter uma sensação de exclusividade, como se aquela informação fizesse parte de sua identidade ou diferencial social. Em outros, existe o medo de “popularizar demais” algo que ainda é visto como nichado.

Há também situações em que o gatekeeping é inconsciente. A pessoa pode não perceber que está sendo vista como alguém que se recusa a compartilhar, especialmente quando acredita que a informação não é tão relevante assim.

Gatekeeping é sempre algo negativo?

Embora o termo costume ter uma conotação negativa, nem todo gatekeeping é necessariamente antiético. Existem contextos em que o não compartilhamento é justificável, como informações pessoais, dados sensíveis ou conteúdos protegidos por direitos autorais.

O problema surge quando o ato de esconder a fonte não tem justificativa prática e passa a ser usado apenas como forma de superioridade simbólica, criando barreiras artificiais entre quem “sabe” e quem quer aprender ou consumir.

A relação entre gatekeeping e cultura digital

A internet se consolidou como um espaço de compartilhamento. Tutoriais, recomendações, listas e indicações fazem parte da experiência online. Dentro dessa lógica, o gatekeeping é percebido quase como uma quebra de contrato social implícito.

Por isso, o termo se popularizou tanto: ele nomeia um comportamento que vai contra a expectativa coletiva de colaboração e acesso à informação, especialmente em ambientes como redes sociais, fóruns e comunidades digitais.

Como o termo “gatekeeping” é usado na língua portuguesa

Em português, “gatekeeping” é usado principalmente como estrangeirismo, mantendo sua grafia original. Ele aparece tanto em textos informais quanto em debates mais sérios sobre comportamento online, marketing de influência e ética digital.

A palavra já se integrou ao vocabulário da internet brasileira, sendo compreendida mesmo por quem não domina o inglês, graças ao contexto em que costuma aparecer.

Por que entender o significado de gatekeeping é importante?

Compreender o conceito de gatekeeping ajuda a identificar dinâmicas de poder e exclusão que surgem até em situações aparentemente simples, como indicar uma música ou uma loja. O termo funciona como uma lente crítica para analisar comportamentos cotidianos na era digital.

Além disso, ele reforça a importância da transparência e do compartilhamento como valores centrais da comunicação contemporânea.