“Confete”, “Serpentina” e “Rei Momo”: A origem das palavras importadas da Europa

Por Redação
10/02/2026 13h07 – Atualizado há 3 horas

O Carnaval brasileiro é conhecido por sua mistura de ritmos, cores e tradições, mas muitas das palavras que fazem parte dessa festa têm origem europeia. Termos como “confete”, “serpentina” e “Rei Momo” chegaram ao português por meio de influências culturais vindas principalmente da Itália e da França, e foram incorporados ao vocabulário popular com o passar do tempo.

Essas palavras atravessaram oceanos e séculos até se tornarem símbolos das festas carnavalescas no Brasil. Entender a origem e a evolução desses termos ajuda a compreender como a língua portuguesa absorve influências estrangeiras e transforma significados de acordo com a cultura local.

A origem da palavra “confete”

A palavra “confete” vem do italiano “confetto”, que originalmente se referia a pequenos doces cobertos com açúcar. Na Europa medieval e renascentista, era comum lançar essas guloseimas durante festas e celebrações públicas, especialmente em carnavais e casamentos.

Com o tempo, o costume de atirar doces foi substituído por pequenos pedaços de papel colorido, mais baratos e práticos. Mesmo com a mudança do objeto, o nome permaneceu. Assim, “confete” passou a designar os papéis coloridos usados em festas, mantendo a ligação com a tradição festiva europeia.

O significado e a origem de “serpentina”

O termo “serpentina” tem origem no italiano “serpentina”, derivado de “serpente”, devido ao formato alongado e sinuoso das fitas de papel. Esse objeto decorativo começou a ser usado em festividades europeias como uma forma leve e visualmente divertida de ornamentar ambientes e animar multidões.

Ao chegar ao Brasil, a serpentina se popularizou rapidamente durante o Carnaval, tornando-se um dos elementos mais tradicionais da festa. O nome manteve a ideia de movimento semelhante ao de uma cobra, reforçando a imagem das fitas coloridas que se desenrolam pelo ar.

Quem é o “Rei Momo”?

A figura do “Rei Momo” tem origem na mitologia grega. Momo era o deus da ironia, da sátira e da zombaria, conhecido por seu espírito irreverente e crítico. Na cultura europeia, especialmente em festas populares, esse personagem passou a simbolizar a alegria e a liberdade associadas ao Carnaval.

O costume de eleger um “Rei Momo” para comandar simbolicamente a festa surgiu na Europa e foi incorporado ao Carnaval brasileiro no início do século XX. No Brasil, a figura tornou-se um ícone da celebração, representando a abertura oficial das festividades e o espírito de diversão sem limites.

A influência europeia no vocabulário do Carnaval

A presença de palavras como “confete”, “serpentina” e “Rei Momo” mostra como o Carnaval brasileiro é resultado de uma rica mistura cultural. Embora a festa tenha adquirido características próprias no Brasil, muitos de seus termos e símbolos vieram da Europa e foram adaptados ao contexto local.

A língua portuguesa, especialmente no Brasil, é marcada por esse processo constante de adaptação e ressignificação. Palavras estrangeiras são incorporadas, transformadas e integradas ao cotidiano, revelando a história cultural por trás das celebrações e das tradições populares.