“Iogurte”, “io-iô” ou “iorgute”? A metátese que faz a gente falar errado

Por Redação
24/01/2026 10h33 – Atualizado há 1 mês

A palavra “iogurte” é frequentemente pronunciada de forma diferente no dia a dia, dando origem a variações curiosas como “iorgute” ou até associações sonoras com “io-iô”.

Essas alterações não são aleatórias e têm explicação dentro dos estudos da língua portuguesa.

A forma correta é “iogurte”

Segundo a norma culta, a grafia correta é iogurte, com “i” no início e sem a letra “r”.

Essa é a única forma registrada em dicionários e usada oficialmente na língua portuguesa.

O que é metátese?

Metátese é um fenômeno linguístico que consiste na troca de posição de sons ou letras dentro de uma palavra.

Ela ocorre de forma espontânea na fala e é muito comum na evolução das línguas.

Como a metátese afeta “iogurte”

Ao pronunciar “iorgute”, o falante desloca o som do “r” para uma posição que parece mais confortável na articulação.

Essa troca não altera o entendimento da palavra, mas cria uma forma considerada incorreta na escrita.

Por que o erro se espalhou tanto?

A sequência sonora de “iogurte” não é tão comum no português, o que favorece adaptações na fala.

Além disso, a repetição social reforça o uso da forma equivocada, fazendo-a parecer natural.

“Io-iô” e associações sonoras

A associação com “io-iô” acontece por semelhança fonética, especialmente em falas rápidas ou informais.

Apesar disso, trata-se apenas de um efeito sonoro, sem relação etimológica.

A origem da palavra iogurte

“Iogurte” tem origem em línguas orientais e chegou ao português por meio de adaptações fonéticas.

Esse percurso histórico contribui para a estranheza sonora que leva à metátese.

Fala e escrita não seguem sempre as mesmas regras

Na oralidade, a metátese é um fenômeno natural e recorrente.

Na escrita, porém, a forma padronizada deve ser respeitada para garantir clareza e correção.

O que esse caso revela sobre a língua

O exemplo de “iogurte” mostra como o cérebro busca padrões mais fáceis de pronunciar.

Ele também evidencia a diferença entre variação linguística e erro ortográfico.