Micro-ondas ou Microondas? Qual a forma certa de escrever?
19/02/2026 10h13 – Atualizado há 3 dias

Uma dúvida bastante comum na língua portuguesa é saber se o correto é escrever “micro-ondas” ou “microondas”. A resposta, segundo as regras ortográficas vigentes, é clara: a forma correta é “micro-ondas”, com hífen. Essa grafia segue uma norma específica do Acordo Ortográfico que trata da formação de palavras compostas com prefixos.
Erros nesse tipo de escrita são frequentes porque muitas pessoas acreditam que o hífen foi praticamente abolido da língua portuguesa. No entanto, o que ocorreu foi uma reorganização das regras. Em alguns casos ele deixou de existir, mas em outros se tornou obrigatório, como ocorre na palavra “micro-ondas”.
Entender essa regra ajuda não apenas a escrever corretamente esse termo, mas também a dominar diversos outros casos semelhantes envolvendo prefixos.
Por que “micro-ondas” leva hífen
A palavra “micro-ondas” é formada pelo prefixo “micro”, que indica algo pequeno, e pela palavra “ondas”. Quando esses dois elementos se unem, ocorre um encontro de vogais iguais: a letra “o” termina o prefixo e a mesma vogal inicia o segundo elemento.
Segundo a ortografia oficial da língua portuguesa, sempre que um prefixo termina com a mesma vogal que inicia a segunda palavra, o hífen deve ser mantido. Esse fenômeno é conhecido como a regra das vogais iguais que se repelem.
Por isso, a forma “microondas”, sem hífen, está incorreta. O hífen é necessário para evitar a fusão de vogais idênticas e preservar a clareza visual e sonora da palavra composta.
O que diz o Acordo Ortográfico sobre o hífen
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em vigor no Brasil desde 2009, estabeleceu critérios mais objetivos para o uso do hífen. Um dos principais pontos é justamente a manutenção do hífen quando há repetição de vogais.
De acordo com essa norma, se o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com a mesma vogal, o hífen deve ser usado. Isso vale para diversos prefixos, como “micro”, “anti”, “semi” e “auto”.
Essa padronização ajuda a manter a coerência na escrita e facilita o reconhecimento das estruturas das palavras compostas.
Outros exemplos da mesma regra
A regra que se aplica a “micro-ondas” também aparece em diversas outras palavras do cotidiano. Sempre que houver encontro de vogais iguais entre prefixo e segundo elemento, o hífen será obrigatório.
Alguns exemplos ajudam a fixar a norma: “anti-inflamatório”, “auto-observação”, “contra-ataque” e “semi-interno”. Em todos esses casos, a repetição da mesma vogal exige o uso do hífen.
Já quando as vogais são diferentes, o hífen geralmente desaparece. É o caso de palavras como “autoescola”, “antiaéreo” e “coautor”, em que as vogais distintas permitem a junção direta.
Por que muitas pessoas escrevem errado
A confusão entre “micro-ondas” e “microondas” ocorre principalmente porque a reforma ortográfica eliminou o hífen em várias situações. Isso criou a impressão de que o sinal gráfico deixou de ser usado, o que não é verdade.
Além disso, o uso cotidiano da palavra em contextos informais e digitais favorece a simplificação da escrita, levando muitas pessoas a omitirem o hífen. Com o tempo, o erro acaba se tornando comum, mesmo sendo incorreto.
Conhecer a regra oficial é essencial para evitar equívocos em textos formais, acadêmicos e profissionais, onde a ortografia correta é fundamental.
Como memorizar a forma correta
Uma maneira simples de lembrar a grafia correta é observar o encontro das letras. Se o prefixo termina com a mesma vogal que inicia a palavra seguinte, o hífen deve ser usado. Essa lógica funciona como um guia rápido para diversas situações.
No caso de “micro-ondas”, basta notar que o “o” aparece duas vezes seguidas na junção. Esse encontro exige o hífen, tornando a forma com separação a única correta segundo a norma culta.
Dominar esse tipo de detalhe ortográfico contribui para uma escrita mais precisa e demonstra domínio das regras atuais da língua portuguesa, especialmente em contextos formais e profissionais.