O que é concordância com nomes coletivos?
08/01/2026 10h21 – Atualizado há 3 dias

A concordância com nomes coletivos é um tema recorrente na gramática da língua portuguesa e costuma gerar dúvidas até entre falantes experientes. Expressões como “a maioria saiu” ou “a maioria saíram” levantam a pergunta central: afinal, o verbo deve concordar com o coletivo ou com a ideia de plural que ele representa?
Entender essa diferença é essencial para escrever com clareza, correção gramatical e adequação ao contexto, especialmente em textos formais, provas, redações e produções acadêmicas.
O que são nomes coletivos
Os nomes coletivos são substantivos que, mesmo estando no singular, indicam um conjunto de seres da mesma espécie. Exemplos comuns incluem maioria, grupo, equipe, turma, multidão, povo e bando. Apesar de semanticamente plurais, eles possuem forma gramatical singular, o que influencia diretamente a concordância verbal.
Quando o verbo deve ficar no singular
A regra geral da norma-padrão estabelece que o verbo deve ficar no singular, concordando com o núcleo do sujeito, que é o nome coletivo. Esse uso é considerado o mais neutro e recomendado em textos formais.
Exemplos:
- A maioria saiu mais cedo.
- O grupo decidiu adiar a reunião.
- A equipe venceu o campeonato.
Nesses casos, o foco está no conjunto como uma unidade, e não nos indivíduos que o compõem.
Quando o verbo pode ir para o plural
O verbo pode ser usado no plural quando o contexto enfatiza os indivíduos que formam o coletivo, especialmente se houver um complemento no plural ou se a ideia de multiplicidade estiver evidente no discurso.
Exemplos:
- A maioria dos alunos saíram antes do horário.
- Um grupo de pesquisadores divulgaram os resultados.
- A turma de atletas treinaram intensamente.
Esse tipo de concordância é chamado de concordância pelo sentido, pois considera o valor semântico do sujeito, e não apenas sua forma gramatical.
Singular ou plural: qual forma escolher?
Ambas as construções podem ser corretas, desde que usadas de maneira consciente e coerente com o contexto. Em textos formais, técnicos ou acadêmicos, o singular costuma ser preferido por seguir a estrutura normativa. Já o plural é mais comum em textos informais, jornalísticos ou quando o autor deseja destacar a ação individual dos integrantes do grupo.
O mais importante é manter a consistência ao longo do texto e garantir que a concordância escolhida não gere ambiguidade para o leitor.
Por que essa regra causa tanta dúvida?
A dificuldade surge porque há um conflito entre forma gramatical e sentido semântico. Enquanto a gramática aponta para o singular, a lógica do significado sugere o plural. Por isso, compreender essa diferença é fundamental para dominar a concordância verbal com nomes coletivos.
Esse tema é frequentemente cobrado em provas de língua portuguesa e aparece com frequência em revisões gramaticais, sendo um ponto-chave para quem busca escrever com correção e precisão.