O que são Figuras de Linguagem de Pensamento?
11/01/2026 10h00 – Atualizado há 2 dias

As figuras de linguagem de pensamento são recursos expressivos da língua portuguesa que atuam diretamente no sentido das ideias, e não apenas na forma das palavras. Elas são usadas para intensificar emoções, suavizar informações, criar contrastes ou exagerar conceitos, tornando a comunicação mais expressiva e impactante.
Entre as mais cobradas em provas e mais utilizadas no dia a dia estão a antítese, o eufemismo e a hipérbole, figuras que ajudam a construir efeitos de sentido claros e intencionais.
Antítese: o contraste de ideias opostas
A antítese consiste na aproximação de ideias opostas dentro de uma mesma frase ou contexto. O objetivo é criar contraste e destacar diferenças, reforçando o significado por meio da oposição.
Ela aparece com frequência em textos literários, discursos e até na linguagem cotidiana, quando se quer enfatizar dualidades como bem e mal, luz e sombra, alegria e tristeza.
Exemplos comuns envolvem construções como “amor e ódio”, “claro e escuro”, “vida e morte”, sempre evidenciando sentidos contrários que se complementam no discurso.
Eufemismo: suavizar para comunicar melhor
O eufemismo é a figura de linguagem usada para amenizar uma ideia desagradável, dura ou socialmente delicada. Em vez de dizer algo de forma direta e agressiva, o falante opta por uma expressão mais suave.
Esse recurso é muito comum em contextos formais, jornalísticos e sociais, especialmente quando o assunto envolve morte, problemas financeiros, demissões ou doenças.
Expressões como “partiu”, “não resistiu” ou “foi desligado da empresa” são exemplos claros de eufemismo, pois tornam a mensagem menos impactante emocionalmente.
Hipérbole: o exagero intencional
A hipérbole é marcada pelo exagero proposital, utilizado para intensificar uma ideia, emoção ou situação. Não se trata de mentira, mas de um recurso expressivo que amplia o sentido para causar impacto ou humor.
Ela é extremamente comum na linguagem informal, na publicidade e em textos literários, ajudando a transmitir sentimentos como surpresa, raiva, cansaço ou entusiasmo.
Frases como “esperei uma eternidade”, “estou morrendo de fome” ou “chorei um rio de lágrimas” são exemplos clássicos de hipérbole.
Diferença entre Antítese, Eufemismo e Hipérbole
Apesar de todas serem figuras de pensamento, cada uma atua de forma distinta:
- A antítese trabalha com oposição de ideias.
- O eufemismo suaviza uma informação.
- A hipérbole exagera intencionalmente o sentido.
Entender essa diferença é fundamental para interpretar textos corretamente e também para utilizar essas figuras de forma consciente na escrita.
Por que essas figuras são tão importantes?
As figuras de linguagem de pensamento são amplamente exploradas em textos literários, publicitários, jornalísticos e em avaliações escolares. Elas demonstram domínio da língua, capacidade interpretativa e sensibilidade comunicativa.
Além disso, o uso adequado desses recursos torna a escrita mais rica, persuasiva e expressiva, contribuindo para uma comunicação mais eficiente.
Como usar corretamente no dia a dia e na escrita?
Para usar essas figuras corretamente, é essencial considerar o contexto e a intenção comunicativa. O exagero da hipérbole deve ser compreensível, o eufemismo precisa respeitar o tom da situação, e a antítese deve deixar clara a oposição de ideias.
Com prática e leitura atenta, o uso dessas figuras se torna natural e eficaz.