O uso do artigo definido: Por que ele não deve ser usado em certas situações?
10/01/2026 10h00 – Atualizado há 1 dia

O uso do artigo definido antes de pronomes possessivos é um dos temas mais recorrentes nas dúvidas sobre gramática da língua portuguesa. Expressões como meu livro ou o meu livro coexistem no idioma, o que leva muitos falantes a acreditarem que ambas são sempre intercambiáveis. No entanto, há regras, variações de uso e contextos específicos em que o artigo definido não deve ser empregado.
Compreender esse funcionamento é fundamental para quem deseja escrever com correção gramatical, clareza e adequação ao registro formal, especialmente em textos acadêmicos, jornalísticos e provas de língua portuguesa.
O que são artigos definidos e pronomes possessivos
Os artigos definidos (o, a, os, as) têm a função de determinar o substantivo, indicando que ele é conhecido ou específico dentro do contexto. Já os pronomes possessivos (meu, minha, seus, nossas, entre outros) indicam posse ou relação de pertencimento.
Quando aparecem juntos, artigo definido e pronome possessivo podem gerar construções gramaticalmente corretas, mas o uso do artigo não é obrigatório em todos os casos e, em algumas situações, deve ser evitado.
Quando o artigo definido não deve ser usado
Na norma-padrão do português, o artigo definido não é obrigatório antes de pronomes possessivos quando o sentido da frase já está claro. Em muitos contextos formais, especialmente na escrita, a ausência do artigo é preferível por garantir maior objetividade e economia linguística.
Exemplos comuns incluem frases em que o pronome possessivo já cumpre plenamente a função de determinar o substantivo, tornando o artigo redundante. Esse uso é frequente em textos técnicos, acadêmicos e literários.
Diferença entre uso facultativo e uso inadequado
É importante distinguir o uso facultativo do uso inadequado. Em muitos casos, dizer meu amigo ou o meu amigo não altera o significado essencial da frase. No entanto, há contextos em que o artigo pode gerar excesso de formalidade, ambiguidade ou desvio do padrão estilístico esperado.
Em títulos, definições, explicações conceituais e textos didáticos, a tendência é evitar o artigo antes do possessivo, priorizando construções mais diretas e neutras.
Variação regional e influência da oralidade
O uso do artigo definido antes de pronomes possessivos também sofre forte influência da variação regional e da oralidade. Em algumas regiões do Brasil, o emprego do artigo é mais frequente na fala cotidiana, enquanto em outras ele é menos comum.
Apesar dessa variação ser aceita na linguagem falada, a escrita formal costuma seguir um padrão mais conservador, no qual a ausência do artigo é vista como mais adequada em diversos contextos.
O que dizem as gramáticas normativas
As gramáticas normativas da língua portuguesa reconhecem que o uso do artigo antes de pronomes possessivos é opcional, mas destacam que sua omissão é comum e recomendável em construções formais. O excesso de artigos pode tornar o texto mais pesado e menos fluido.
Por isso, em contextos que exigem precisão e clareza, a preferência recai sobre formas sem artigo, especialmente quando não há risco de ambiguidade.
Por que entender essa regra é importante
Dominar o uso do artigo definido antes de pronomes possessivos contribui para uma escrita mais segura e adequada aos padrões formais da língua portuguesa. Esse conhecimento é especialmente relevante em redações escolares, concursos, vestibulares e no ENEM, onde a norma-padrão é valorizada.
Além disso, compreender quando não usar o artigo evita vícios de linguagem e ajuda a construir textos mais elegantes e objetivos.