“Poliu” ou “Polio”? Qual a forma correta?
12/02/2026 02h58 – Atualizado há 8 horas

A dúvida entre “poliu” e “polio” é mais comum do que parece e costuma aparecer em textos escolares, redações e até no ambiente profissional. A confusão surge porque muitos verbos terminados em “-iar” e “-eiar” apresentam comportamentos diferentes na conjugação.
Saber qual forma usar corretamente exige entender uma regra clássica da língua portuguesa: a distinção entre verbos regulares e irregulares desse grupo. É aí que entra a famosa regra do M.A.R.I.O, um recurso mnemônico que ajuda a não errar mais.
O correto é “poliu” ou “polio”?
A forma correta é “poliu”. O verbo “polir” é regular e segue a conjugação padrão dos verbos terminados em “-ir”. No pretérito perfeito do indicativo, a terceira pessoa do singular fica: ele poliu.
A forma “polio” não existe na norma-padrão da língua portuguesa. Ela costuma surgir por analogia com verbos irregulares terminados em “-iar”, que recebem acento e alteração na conjugação, como “mediar” e “remediar”.
Essa confusão acontece porque o ouvido se acostuma com formas como “ele odeia” ou “ele anseia” e acaba reproduzindo o mesmo padrão em verbos que não seguem essa regra.
A regra do M.A.R.I.O: como identificar os verbos irregulares
Para facilitar a memorização, gramáticos e professores utilizam a regra do M.A.R.I.O. Ela indica os principais verbos terminados em “-iar” que são irregulares na conjugação do presente do indicativo.
M.A.R.I.O é a sigla para:
Mediar
Ansiar
Remediar
Incendiar
Odiar
Esses verbos apresentam alteração na conjugação, recebendo um “e” tônico em algumas formas. Por exemplo: eu medeio, ele anseia, eles odeiam, nós remediamos, ele incendeia.
Todos os outros verbos terminados em “-iar” que não fazem parte desse grupo costumam seguir a conjugação regular, sem alteração de radical.
Verbos terminados em -eiar também seguem padrão próprio
Além dos verbos terminados em “-iar”, existem aqueles que terminam em “-eiar”, como “frear”, “passear” e “ceiar”. Eles também podem gerar dúvidas na conjugação.
Esses verbos, em geral, mantêm o “e” no radical e formam o presente com “ei”: eu freio, ele passeia, nós ceamos. Apesar disso, não devem ser confundidos com verbos irregulares do grupo M.A.R.I.O.
A melhor forma de evitar erros é observar o verbo no infinitivo e verificar se ele pertence ao grupo irregular. Caso não pertença, a tendência é seguir a conjugação regular da língua portuguesa.
Por que essa dúvida é tão comum?
A língua portuguesa possui muitos verbos com terminações semelhantes, mas com comportamentos diferentes. Isso gera insegurança até em falantes experientes, principalmente na escrita formal.
Além disso, a oralidade costuma simplificar certas formas, o que reforça erros como “polio” no lugar de “poliu”. Em textos formais, redações e concursos, porém, a conjugação correta continua sendo exigida.
Dominar a regra do M.A.R.I.O e reconhecer os padrões de conjugação é uma maneira eficaz de escrever com mais segurança e precisão. Com prática, essas dúvidas deixam de ser um obstáculo e passam a fazer parte do domínio natural da língua.