“Seje” e “Esteje: Por que essas formas estão erradas?
24/02/2026 02h17 – Atualizado há 16 horas

As formas “seje” e “esteje” estão erradas segundo a norma padrão da língua portuguesa. O correto é seja e esteja, respectivamente. Apesar disso, essas variações aparecem com frequência na fala cotidiana e são consideradas alguns dos erros mais estigmatizados do português brasileiro.
A rejeição a “seje” e “esteje” não ocorre apenas por serem formas gramaticalmente incorretas, mas também porque se tornaram símbolos de “erro de português” em debates sobre linguagem e escolaridade. Entender por que essas palavras surgem ajuda a compreender o funcionamento real da língua.
Antes de tudo, é importante esclarecer: a forma correta no presente do subjuntivo do verbo “ser” é “seja”, e do verbo “estar” é “esteja”. Qualquer outra variação, como “seje” ou “esteje”, não é aceita na norma culta.
Qual é o correto: “seja” e “esteja”
Os verbos “ser” e “estar” possuem conjugações irregulares. No presente do subjuntivo, as formas corretas são:
- que eu seja
- que ele seja
- que eu esteja
- que ela esteja
Essas conjugações não seguem o padrão regular de muitos outros verbos terminados em “-ar”, “-er” ou “-ir”. Por isso, exigem memorização e prática.
A troca do “a” final por “e”, formando “seje” e “esteje”, não encontra respaldo nas regras gramaticais da língua portuguesa.
Por que as pessoas dizem “seje” e “esteje”?
O surgimento dessas formas está ligado a um processo linguístico chamado analogia. O falante tende a aplicar padrões conhecidos a palavras semelhantes. Como muitos verbos no subjuntivo terminam em “-e”, como “fale” ou “coma”, algumas pessoas adaptam “seja” para “seje”.
O mesmo acontece com “esteja”. O verbo “estar” possui formas como “esteve” e “estejam”, o que pode induzir o falante a acreditar que “esteje” seria uma variação aceitável.
Esse fenômeno mostra que o erro não é aleatório. Ele segue uma lógica interna da língua, ainda que não corresponda à norma padrão ensinada na escola.
Por que “seje” e “esteje” são tão estigmatizados?
Nem todos os erros gramaticais recebem o mesmo julgamento social. Algumas falhas passam despercebidas, enquanto outras se tornam motivo de crítica e preconceito linguístico. “Seje” e “esteje” estão entre as mais estigmatizadas.
Isso ocorre porque essas formas são frequentemente associadas à falta de escolaridade ou desconhecimento das regras gramaticais. Como os verbos “ser” e “estar” são extremamente comuns, seus desvios chamam mais atenção.
Além disso, a repetição dessas palavras em contextos informais fez com que se tornassem exemplos clássicos de “erro de português” em discursos humorísticos e debates sobre linguagem.
O que a gramática diz sobre essas formas verbais
A gramática normativa é clara: “seje” e “esteje” não existem oficialmente no português padrão. As únicas formas corretas no presente do subjuntivo são “seja” e “esteja”.
Em textos formais, redações escolares, concursos e comunicações profissionais, o uso incorreto dessas formas pode comprometer a credibilidade do autor. Por isso, é fundamental conhecer e aplicar a conjugação correta.
Mesmo na fala informal, é importante estar atento ao contexto. A adequação linguística depende da situação comunicativa e do grau de formalidade exigido.
Como evitar esse erro na escrita
Para evitar o uso de “seje” e “esteje”, o melhor caminho é reforçar o estudo das conjugações verbais irregulares. A prática constante da leitura e da escrita ajuda a fixar as formas corretas.
Outra estratégia é prestar atenção às construções mais comuns, como “que seja feito” ou “que esteja correto”. A repetição dessas estruturas consolida o padrão adequado.
Compreender por que essas formas surgem também reduz a insegurança. Ao reconhecer que o erro tem uma lógica interna, fica mais fácil corrigi-lo conscientemente.
Resumo: qual forma usar?
Sempre que houver dúvida, lembre-se: o correto é seja e esteja. As formas “seje” e “esteje” não são aceitas pela norma padrão da língua portuguesa.
Embora sejam comuns na fala informal, especialmente em determinados contextos regionais, elas devem ser evitadas em situações formais. Conhecer a conjugação correta é essencial para uma comunicação clara e adequada.
Entender esses erros mais estigmatizados do português também ajuda a refletir sobre como a língua funciona e sobre a diferença entre uso popular e norma culta.