“Vou ir” é redundância ou está correto na linguagem informal?

Por Redação
03/02/2026 10h38 – Atualizado há 12 horas

A expressão “vou ir” é comum na fala cotidiana e aparece com frequência em conversas informais. Apesar de soar estranha para muitas pessoas, ela faz parte do uso real da língua falada no Brasil.

A principal dúvida surge porque o verbo “ir” já indica deslocamento, e o verbo “vou” também vem do verbo ir. Isso faz com que a construção pareça repetitiva à primeira vista.

“Vou ir” é pleonasmo?

Do ponto de vista gramatical tradicional, “vou ir” é considerado um pleonasmo vicioso.
Isso ocorre porque há repetição desnecessária da mesma ideia de movimento.

Em termos normativos, formas como “vou” ou “irei” já seriam suficientes para expressar a ação futura.
Por esse motivo, gramáticas e manuais de redação recomendam evitar a construção em textos formais.

Por que as pessoas dizem “vou ir”?

Na linguagem oral, a lógica nem sempre segue a economia gramatical.
O falante usa “vou ir” como reforço da intenção de deslocamento.

Esse tipo de construção surge naturalmente na fala espontânea.
Ela ajuda a dar fluidez, marcar decisão ou indicar que a ação acontecerá em breve.

“Vou ir” está errado na linguagem informal?

Na comunicação informal, “vou ir” não é considerado um erro grave.
A expressão é amplamente compreendida e aceita em contextos coloquiais.

A linguística moderna entende que a língua se adapta ao uso dos falantes.
Nesse sentido, “vou ir” é um exemplo de variação linguística, não de falha de comunicação.

Qual é a forma recomendada na norma-padrão?

Em textos escritos formais, o ideal é evitar “vou ir”.
As formas mais adequadas são “vou”, “irei”, “pretendo ir” ou “estou indo”.

Essas construções mantêm clareza e seguem as regras da norma-padrão.
Elas são preferíveis em redações, e-mails profissionais e textos acadêmicos.

“Vou ir” pode ser considerado erro?

Depende do contexto.
Na fala do dia a dia, não compromete o entendimento nem a naturalidade da comunicação.

Já em contextos formais, a expressão é vista como inadequada.
Por isso, conhecer a diferença entre língua falada e escrita é essencial para usar a forma correta.

O que esse caso revela sobre a língua portuguesa?

A discussão sobre “vou ir” mostra como a língua é dinâmica.
Nem tudo o que é comum na fala é aceito pela gramática normativa.

Ao mesmo tempo, o uso frequente indica que a língua real funciona além das regras.
Entender essa diferença ajuda a se comunicar melhor em qualquer situação.