Voz passiva pronominal e analítica: entenda a diferença entre usar “se” e o verbo “ser”

Por Redação
07/01/2026 10h30 – Atualizado há 3 dias

Na língua portuguesa, a voz passiva é utilizada quando o foco da frase recai sobre a ação sofrida pelo sujeito, e não sobre quem a pratica. Dentro desse conceito, existem duas formas principais de construção: a voz passiva analítica e a voz passiva pronominal. Embora ambas expressem a mesma ideia geral, elas apresentam diferenças importantes na estrutura, no uso e na concordância verbal.

Compreender a distinção entre essas duas formas é essencial para escrever com clareza e correção gramatical, especialmente em textos formais, acadêmicos e jornalísticos, nos quais o domínio da norma-padrão é mais exigido.

O que é a voz passiva analítica

A voz passiva analítica é formada com o uso do verbo “ser”, seguido do verbo principal no particípio, além da possível indicação do agente da ação. Nessa construção, o sujeito sofre a ação expressa pelo verbo.

Exemplos comuns incluem estruturas como “o relatório foi elaborado” ou “as regras foram definidas”. O verbo “ser” concorda com o sujeito paciente, enquanto o particípio também varia em gênero e número. Essa forma de voz passiva é considerada mais explícita e costuma ser empregada em textos formais, jurídicos e acadêmicos.

O que é a voz passiva pronominal

Já a voz passiva pronominal utiliza o pronome “se” como elemento fundamental da construção. Nesse caso, o verbo aparece na terceira pessoa e concorda com o sujeito paciente, que normalmente vem após o verbo.

Frases como “vendem-se casas” ou “publicaram-se os resultados” são exemplos clássicos desse tipo de estrutura. Apesar de ser mais sintética, a voz passiva pronominal transmite a mesma ideia da analítica, porém com maior economia linguística, o que a torna frequente em anúncios, manchetes e textos informativos.

Principais diferenças entre a voz passiva analítica e a pronominal

A principal diferença entre as duas formas está na estrutura verbal. Enquanto a voz passiva analítica exige o uso do verbo “ser” e do particípio, a voz passiva pronominal se constrói apenas com o verbo principal acompanhado do pronome “se”.

Outra distinção relevante diz respeito à clareza do agente da ação. Na voz passiva analítica, o agente pode ser facilmente expresso, enquanto na pronominal ele costuma ficar implícito. Além disso, a escolha entre uma forma e outra pode variar conforme o grau de formalidade do texto e o efeito estilístico desejado.

Quando usar cada tipo de voz passiva

A voz passiva analítica é mais indicada quando se deseja detalhar a ação ou mencionar explicitamente quem a realizou. Já a voz passiva pronominal é preferida em situações que pedem objetividade, concisão e impessoalidade.

Dominar o uso correto dessas duas construções ajuda a evitar erros comuns, como a concordância inadequada do verbo, e contribui para uma escrita mais precisa e adequada às diferentes situações comunicativas.