É proibido ou é proibida? A regra de concordância com artigos
17/04/2026 09h13 – Atualizado há 3 horas

A dúvida entre “é proibido” e “é proibida” é comum e aparece com frequência em placas, avisos e textos formais. A escolha correta depende de um ponto essencial da gramática: a presença ou ausência de artigo antes do substantivo. Entender essa regra de concordância evita erros e garante mais precisão na comunicação.
Na prática, a concordância muda conforme a estrutura da frase. Em alguns casos, a forma permanece invariável; em outros, o adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo que o acompanha.
Quando usar “é proibido”?
A forma “é proibido” é usada quando o substantivo aparece sem artigo. Nesse caso, a expressão funciona de maneira invariável, ou seja, não sofre alteração de gênero ou número.
Esse uso é comum em avisos gerais, com sentido amplo e impessoal.
Veja alguns exemplos:
- É proibido entrada de pessoas não autorizadas.
- É proibido venda de bebidas alcoólicas.
- É proibido circulação de veículos pesados.
- É proibido permanência no local.
Nessas construções, não há artigo antes do substantivo, por isso a forma permanece no masculino singular.
Quando usar “é proibida”?
A forma “é proibida” deve ser utilizada quando o substantivo vem acompanhado de artigo definido. Nesse caso, ocorre concordância normal entre o adjetivo e o substantivo.
Assim, o adjetivo “proibido” varia em gênero e número para concordar com o termo seguinte.
Observe os exemplos:
- É proibida a entrada de pessoas não autorizadas.
- É proibida a venda de bebidas alcoólicas.
- É proibida a permanência no local.
- É proibida a circulação de veículos pesados.
Aqui, o artigo “a” exige a concordância no feminino singular.
Qual é a diferença entre as duas formas?
A diferença entre “é proibido” e “é proibida” está diretamente ligada à estrutura da frase. Quando há artigo, há concordância. Quando não há, a expressão permanece invariável.
Compare:
- É proibido entrada.
- É proibida a entrada.
Ambas as formas podem ser consideradas corretas do ponto de vista gramatical, mas a segunda é mais comum e mais clara, especialmente em contextos formais.
Por que “é proibido entrada” soa estranho?
Embora a construção “é proibido entrada” siga uma lógica gramatical, ela pode soar estranha ou incompleta para muitos falantes. Isso ocorre porque, no uso real da língua, é mais natural empregar o artigo definido.
A presença do artigo torna a frase mais clara e fluida, além de facilitar a compreensão imediata da mensagem.
Por isso, em placas e comunicações oficiais, a forma com artigo costuma ser preferida.
Outros exemplos de concordância semelhante
Essa regra não se aplica apenas à palavra “proibido”. Outras expressões seguem o mesmo padrão de concordância.
Veja alguns exemplos:
- É necessário cuidado.
- É necessária a atenção.
- É permitido acesso.
- É permitida a entrada.
- É bom estudo.
- É boa a prática diária.
Essas construções reforçam a importância do artigo na definição da concordância.
Dicas práticas para não errar
Algumas orientações simples ajudam a aplicar corretamente essa regra no dia a dia.
- Verifique se há artigo antes do substantivo.
- Com artigo, faça a concordância: “é proibida a entrada”.
- Sem artigo, use a forma invariável: “é proibido entrada”.
- Prefira a forma com artigo em textos formais.
- Revise a frase para garantir clareza e naturalidade.
Essas práticas tornam a escrita mais correta e fluida.
Conclusão
A escolha entre “é proibido” e “é proibida” depende da presença do artigo na frase. Sem artigo, a expressão permanece invariável; com artigo, ocorre concordância com o substantivo.
Embora ambas as formas sejam possíveis, a construção “é proibida a entrada” é mais clara e mais utilizada. Dominar essa regra contribui para uma comunicação mais precisa e alinhada à norma-padrão.